Boa noite leitores!
É com muito prazer, que o Thiago e eu damos as boas vindas aos nossos novos parceiros na arte de escrever. A partir de hoje Leon Castanho e Evandro Luciano estão com a gente na equipe. Além de nós quatro, Bê Pezzini completa a equipe. Ele já fez uma postagem sobre o Indie Rock, que vocês podem conferir um pouco abaixo. Agora a equipe:
Marcus Lorenzi;
Thiago Santos;
Leon Castanho;
Bê Pezzini;
Evandro Luciano.
Ainda há vagas para escritores. Para se candidatar envie um e-mail para notaseteclas@gmail.com com o assunto: Escritor.
Por hoje é só, pessoal!
Mostrando postagens com marcador Marcus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcus. Mostrar todas as postagens
domingo, 15 de janeiro de 2012
Novos Escritores!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Asiáticos
Não preciso dizer mais nada.
sábado, 9 de abril de 2011
Músicas de sábado à noite (17)
Hoje trazemos uma seleção especial...músicas escolhidas por nossos leitores!!! \o/
Entramos em contato com alguns leitores aleatoriamente e recebemos sugestões deles. O resultado você ouve abaixo:
Se você não foi contatado, não precisa esperar a próxima vez que a equipe Notas & Teclas fizer isso, pode deixar sua sugestão no link "Fale Conosco", logo acima...
Até a próxima!
Marcadores:
Marcus,
Músicas de sábado à noite,
Thiago
sábado, 2 de abril de 2011
Músicas de sábado à noite (16)
Bom, hoje traremos como tema o bom e velho fado português... Em breve traremos algumas explicações sobre o gênero que é o mais característico gênero musical de nossos irmãos de idioma.
Espero que gostem.
Até...
Marcadores:
Marcus,
Músicas de sábado à noite,
Thiago
quarta-feira, 30 de março de 2011
Novos Parceiros!!!
É com muito prazer que anunciamos nossa primeira parceria! E é com um pessoal que em menos de três meses obteve mais de cinco mil visualizações... Nossa primeira parceria é com o pessoal do site Metal Caxias, que tem como objetivo divulgar, apoiar e promover a cena Metal da cidade.
Esperamos que essa parceria possa agregar para a discussão e produção de material de qualidade envolvendo música.
Você pode acessar o site da Metal Caxias Clicando no link abaixo:
Um forte abraço a todos os colaboradores dos sites.
Até.
domingo, 27 de março de 2011
E aí Mestre/Maestro !
Não entendeu o porquê do título ainda né!? Calma eu explico...
Esses dias estava vendo umas fotos no facebook e comentei a foto de uma amiga com a seguinte frase: " Maestro"!
Teve gente que me perguntou por quê eu chamava grandes músicos de maestro. Aí resolvi trazer uma postagem que traz essa figura como tema xD.
Maestro ( que em italiano se escreve "mestre"), é aquele que rege a orquestra. Porém o termo pode ser aplicado a um músico que é virtuoso ou compositor. Então podemos aplicar esse termo a músicos que são literalmente, regentes de uma banda, compondo a maioria das composições e organizando a disposição dos músicos na execução de cada tema.
A posição de "maestro" surgiu durante o Romantismo, época em que os coros e orquestras cresceram em número de integrantes. Quando o número de músicos de um grupo/ conjunto/ banda/ seja-qual-for-o-nome-que-você-queira-utilizar é pequeno, percebe-se que é possível entre olhares e sinais fazer a marcação do tempo.
Porém quando o número de músicos começou a aumentar, o solista era o responsável por essa marcação. Então começaram a aparecer novas formas de condução de tempo, com um músico fazendo batidas com um bastçao no chão. Se só os músicos ouvissem isso teríamos uma solução perfeita; porém o público ouvia, o que afetava os concertos. Então alguns músicos optaram por fazer uma marcaçao visual do tempo, outros enrolavam partituras na mão. Carl Maria von Weber foi quem introduziu uma vareta ou pequeno bastão para substituir o rolo de partitura. A esta vareta deu-se o nome de batuta. (fonte: Wikipedia)
Alguns Grandes Maestros:
Gustavo Dudamel
Herbert Von Karajan
E Não esqueçamos do nosso maestro João Carlos Martins, conhecido por sua história de vida, superação e amor a música. (A qualidade do som não está boa, mas no vídeo percebe-se que ele rege do piano, o que citamos anteriormente).
É isso aí pessoal...quem tiver mais dicas, manda pra gente...e quem passou e leu até aqui, por favor comente, deixe aqui o nome de um músico que você considera "Maestro" =).
Marcadores:
Marcus,
Música e algumas definições,
Thiago
sábado, 26 de março de 2011
Músicas de sábado à noite (15)
Hoje, depois de não escrevermos mais por falta de vontade tempo, voltamos trazendo grandes momentos da música internacional: Beatles na famosa apresentação em cima de um prédio e Simon And Garfunkel tocando Mrs Robinson no Central Park.
É isso aí pessoal... Avisamos que daqui a algumas horas sai uma baita postagem ! Valeu
É isso aí pessoal... Avisamos que daqui a algumas horas sai uma baita postagem ! Valeu
Marcadores:
Marcus,
Músicas de sábado à noite,
Thiago
sábado, 5 de março de 2011
Músicas de sábado à noite (14)
Essa semana temos como tema um instrumento símbolo da música ocidental do século XX, A guitarra elétrica... Trazemos dois grandes acontecimentos que envolvem esse instrumento: a primeira vez que "For The Love of God" é tocada ao vivo, e um feito histórico de Hendrix.
Para assistir o vídeo do Hendrix clique no link abaixo e abra-o em uma nova guia/Janela. A EMI não está disponibilizando sua visualização fora do YouTube.
Até.
Marcadores:
Marcus,
Músicas de sábado à noite,
Thiago
quinta-feira, 3 de março de 2011
Será que ele me dá o Antigo?
É uma boa pergunta não??? Calma você já vai entender o trocadilho...
Essa semana Steve Vai divulgou uma "palhinha" do que vai ser seu novo Estúdio.
Agora fica a pergunta: o que você acha que ele vai fazer com o antigo?
Agora fica a pergunta: o que você acha que ele vai fazer com o antigo?
Até.
terça-feira, 1 de março de 2011
Amr Diab - Um ícone da música árabe
Que ele é POP, isso ninguém pode negar! Amr Diab é um dos artistas árabes de maior sucesso internacionalmente, principalmente quando falamos do Mundo Ocidental.
Amr Diab nasceu em Porto Said ( Egito), vindo de uma família de artistas. Era muito encorajado pelo pai. Prova disto é um fato que aconteceu na sua infância: Quando tinha 6 anos seu pai o levou a um festival na sua cidade. Lá visitaram a rádio local e Amr cantou o Hino Nacional Egípcio. Ele foi elogiado pelo governador de Porto Said, que lhe deu uma guitarra como prêmio.
O artista possui bacharelado em Música Árabe pela Academia de Artes do Cairo (graduado em 86). Possui mais de 20 álbuns na sua carreira, fato que o consolida como um "Super Star" no Mundo Árabe.
Ano passado Amr teve dois feitos curiosos:
1° = Fez um show em Vegas(que não foi o primeiro show de sua carreira na cidade);
2° Teve uma edição de um aparelho celular;
Pra completar, o artista promete novo álbum este ano.
Como não poderia faltar (ainda mais que não pudemos postar músicas no sábado passado), seguem alguns vídeos de músicas do artistas. Com certeza você reconhecerá a primeira.
Reconheceu? Essa música foi tocada aqui no Brasil na novela "O Clone"
Esta é sua canção de maior sucesso internacional.
Então é isso aí pessoal. Como nosso conhecimento é limitadíssimo sobre o Mundo Árabe, quem tiver conteúdo sobre a música dessa região e artista, utilize os comentários para contribuir com conhecimento.
Até a próxima!
Algumas referências pra quem quer dar uma olhada:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amr_Diab
http://www.amrdiabacademy.com/
http://www.imdb.com/name/nm0229018/bio
Amr Diab nasceu em Porto Said ( Egito), vindo de uma família de artistas. Era muito encorajado pelo pai. Prova disto é um fato que aconteceu na sua infância: Quando tinha 6 anos seu pai o levou a um festival na sua cidade. Lá visitaram a rádio local e Amr cantou o Hino Nacional Egípcio. Ele foi elogiado pelo governador de Porto Said, que lhe deu uma guitarra como prêmio.
O artista possui bacharelado em Música Árabe pela Academia de Artes do Cairo (graduado em 86). Possui mais de 20 álbuns na sua carreira, fato que o consolida como um "Super Star" no Mundo Árabe.
Ano passado Amr teve dois feitos curiosos:
1° = Fez um show em Vegas(que não foi o primeiro show de sua carreira na cidade);
2° Teve uma edição de um aparelho celular;
Pra completar, o artista promete novo álbum este ano.
Como não poderia faltar (ainda mais que não pudemos postar músicas no sábado passado), seguem alguns vídeos de músicas do artistas. Com certeza você reconhecerá a primeira.
Reconheceu? Essa música foi tocada aqui no Brasil na novela "O Clone"
Esta é sua canção de maior sucesso internacional.
Então é isso aí pessoal. Como nosso conhecimento é limitadíssimo sobre o Mundo Árabe, quem tiver conteúdo sobre a música dessa região e artista, utilize os comentários para contribuir com conhecimento.
Até a próxima!
Algumas referências pra quem quer dar uma olhada:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amr_Diab
http://www.amrdiabacademy.com/
http://www.imdb.com/name/nm0229018/bio
Amr Diab.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Principais atrações do Rodeio Campo dos Bugres 2010
O 17° Rodeio Nacional/1° R. Internacional Campo dos bugres será de 05 a 13 de março deste ano, e traz diversas belas atrações:
Dentre as atrações desses dias as principais:
05/03 às 20 h => O acordeonista Aluísio Rockembach sobe ao palco;
às 21 h => Luiz C. Borges divide o palco com o Grupo Ñamandú.
06/03 às 20 h => O violonista Marcello Caminha sobe ao palco com o show Influência
09/03 às 21:30 => A atração gaúcha e internacional: Renato Borghetti.
10/03 às 21:30 => Sobem ao palco César Oliveira E Rogério Melo
E uma grande atração encerra o Rodeio, às 20 horas do dia 13: O grupo Buenas e M'espalho, formado por Shana Müeler, Cristiano Quevedo, Érlon Péricles e Ângelo Franco, utiliza o palco.
Pro pessoal que quer mais informações, pode acessar o blog da 25ª Região Tradicionalista abaixo:
http://www.25rtmtg.blogspot.com/
Até a próxima.
Dentre as atrações desses dias as principais:
05/03 às 20 h => O acordeonista Aluísio Rockembach sobe ao palco;
às 21 h => Luiz C. Borges divide o palco com o Grupo Ñamandú.
06/03 às 20 h => O violonista Marcello Caminha sobe ao palco com o show Influência
09/03 às 21:30 => A atração gaúcha e internacional: Renato Borghetti.
10/03 às 21:30 => Sobem ao palco César Oliveira E Rogério Melo
E uma grande atração encerra o Rodeio, às 20 horas do dia 13: O grupo Buenas e M'espalho, formado por Shana Müeler, Cristiano Quevedo, Érlon Péricles e Ângelo Franco, utiliza o palco.
Pro pessoal que quer mais informações, pode acessar o blog da 25ª Região Tradicionalista abaixo:
http://www.25rtmtg.blogspot.com/
Até a próxima.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Músicas de sábado à noite (13)
Caros leitores do Notas & Teclas
Devido a problemas de falta de tempo, temos nos últimos dias feito apenas as postagens de vídeos nos sábados...
Estamos trabalhando com novas idéias para trazer conteúdo diferenciado e de qualidade. Em breve estas idéias serão aplicadas aqui. Se você quiser contribuir, pode enviar a sua idéia através da página Fale Conosco, ou enviando e-mail para notaseteclas@gmail.com.
Para a seleção de hoje, trazemos:
If You Are Not In It For Love - Shania Twain
Santa Maria - Gotan Project
Entardecer - Marcello Caminha
Nova Era - Angra
É isso aí pessoal, e deixamos um link com uma postagem nossa que va-lhe a pena ser lida!
"Caía a tarde Feito um viaduto" - 23/01/2011
Até a próxima!
Devido a problemas de falta de tempo, temos nos últimos dias feito apenas as postagens de vídeos nos sábados...
Estamos trabalhando com novas idéias para trazer conteúdo diferenciado e de qualidade. Em breve estas idéias serão aplicadas aqui. Se você quiser contribuir, pode enviar a sua idéia através da página Fale Conosco, ou enviando e-mail para notaseteclas@gmail.com.
Para a seleção de hoje, trazemos:
If You Are Not In It For Love - Shania Twain
Santa Maria - Gotan Project
Entardecer - Marcello Caminha
Nova Era - Angra
É isso aí pessoal, e deixamos um link com uma postagem nossa que va-lhe a pena ser lida!
"Caía a tarde Feito um viaduto" - 23/01/2011
Até a próxima!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Músicas de sábado à noite (12)
Hoje o Notas & Teclas, faz uma homenagem a Gary Moore, que faleceu dia 06 deste mês. O mundo perde mais uma lenda do blues, um mestre da guitarra...
Parisienne Walkways
Walking By Myself
E pra finalizar, seu maior clássico...
Parisienne Walkways
Walking By Myself
E pra finalizar, seu maior clássico...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Músicas de sábado à noite (11)
Mais um sabadão, e pra aqueles que preferem um Country à baladas, trazemos uma bela opção no primeiro vídeo...
pra aqueles que curtem a "pegada" da Guitarra de Joe Satriani, A magia de Steve Vai, ou o Virtuosismo de John Petrucci, vale a pena assistir os três no mesmo palco...
Pros fãs da música Instrumental, o terceiro vídeo traz uma das mais belas músicas do gênero...
E pros fãs do rock gaúcho, TNT.
Country Boy - Alan Jackson
Smoke on The Water - G3 (Satriani, Vai, Petrucci)
Somewhere Over The Rainbow - Chris Impellitteri
Não Sei - TNT
pra aqueles que curtem a "pegada" da Guitarra de Joe Satriani, A magia de Steve Vai, ou o Virtuosismo de John Petrucci, vale a pena assistir os três no mesmo palco...
Pros fãs da música Instrumental, o terceiro vídeo traz uma das mais belas músicas do gênero...
E pros fãs do rock gaúcho, TNT.
Country Boy - Alan Jackson
Smoke on The Water - G3 (Satriani, Vai, Petrucci)
Somewhere Over The Rainbow - Chris Impellitteri
Não Sei - TNT
domingo, 30 de janeiro de 2011
30 de Janeiro - Dia do Pajador
Exatamente, hoje é dia do pajador!
Se você não sabe o que é pajador, aqui trazemos uma breve explicação:
Pajadores são aqueles que recitam versos de improviso. As pajadas, ou payadas, surgiram na Argentina. O primeiro pajador que se encontra na história foi o argentino Gabino Ezeiza, e aqui no Rio Grande do Sul foi Jaime Caetano Braun. Comemora-se o dia do pajador aqui no Rio Grande do Sul nesse dia em homenagem à ele, que nascera em 30 de Janeiro de 1924, no Distrito de São Luiz Gonzaga ( hoje Bossoroca).
Estrutura das Pajadas:
As pajadas normalmente são escritas em estrofes de dez versos, que seguem uma rima na estrutura ABBAACCDDC. São acompanhadas de violão, que normalmente executa uma milonga.
Uma das mais conhecidas ( ou a mais) pajadas do Rio Grande do Sul é "Bochincho", de Jaime Caetano Braun:
A letra está embaixo do vídeo, execute ele e vá lendo a letra para perceber a estrutura da pajada.
A um bochincho – certa feita,
Fui chegando – de curioso,
Que o vicio – é que nem sarnoso,
nunca pára – nem se ajeita.
Baile de gente direita
Vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quireral.
Atei meu zaino – longito,
Num galho de guamirim,
Desde guri fui assim,
Não brinco nem facilito.
Em bruxas não acredito
‘Pero – que las, las hay’,
Sou da costa do Uruguai,
Meu velho pago querido
E por andar desprevenido
Há tanto guri sem pai.
No rancho de santa-fé,
De pau-a-pique barreado,
Num trancão de convidado
Me entreverei no banzé.
Chinaredo à bola-pé,
No ambiente fumacento,
Um candieiro, bem no centro,
Num lusco-fusco de aurora,
Pra quem chegava de fora
Pouco enxergava ali dentro!
Dei de mão numa tiangaça
Que me cruzou no costado
E já sai entreverado
Entre a poeira e a fumaça,
Oigalé china lindaça,
Morena de toda a crina,
Dessas da venta brasina,
Com cheiro de lechiguana
Que quando ergue uma pestana
Até a noite se ilumina.
Misto de diaba e de santa,
Com ares de quem é dona
E um gosto de temporona
Que traz água na garganta.
Eu me grudei na percanta
O mesmo que um carrapato
E o gaiteiro era um mulato
Que até dormindo tocava
E a gaita choramingava
Como namoro de gato!
A gaita velha gemia,
Ás vezes quase parava,
De repente se acordava
E num vanerão se perdia
E eu – contra a pele macia
Daquele corpo moreno,
Sentia o mundo pequeno,
Bombeando cheio de enlevo
Dois olhos – flores de trevo
Com respingos de sereno!
Mas o que é bom se termina
- Cumpriu-se o velho ditado,
Eu que dançava, embalado,
Nos braços doces da china
Escutei – de relancina,
Uma espécie de relincho,
Era o dono do bochincho,
Meio oitavado num canto,
Que me olhava – com espanto,
Mais sério do que um capincho!
E foi ele que se veio,
Pois era dele a pinguancha,
Bufando e abrindo cancha
Como dono de rodeio.
Quis me partir pelo meio
Num talonaço de adaga
Que – se me pega – me estraga,
Chegou levantar um cisco,
Mas não é a toa – chomisco!
Que sou de São Luiz Gonzaga!
Meio na volta do braço
Consegui tirar o talho
E quase que me atrapalho
Porque havia pouco espaço,
Mas senti o calor do aço
E o calor do aço arde,
Me levantei – sem alarde,
Por causa do desaforo
E soltei meu marca touro
Num medonho buenas-tarde!
Tenho visto coisa feia,
Tenho visto judiaria,
Mas ainda hoje me arrepia
Lembrar aquela peleia,
Talvez quem ouça – não creia,
Mas vi brotar no pescoço,
Do índio do berro grosso
Como uma cinta vermelha
E desde o beiço até a orelha
Ficou relampeando o osso!
O índio era um índio touro,
Mas até touro se ajoelha,
Cortado do beiço a orelha
Amontoou-se como um couro
E aquilo foi um estouro,
Daqueles que dava medo,
Espantou-se o chinaredo
E amigos – foi uma zoada,
Parecia até uma eguada
Disparando num varzedo!
Não há quem pinte o retrato
Dum bochincho – quando estoura,
Tinidos de adaga – espora
E gritos de desacato.
Berros de quarenta e quatro
De cada canto da sala
E a velha gaita baguala
Num vanerão pacholento,
Fazendo acompanhamento
Do turumbamba de bala!
É china que se escabela,
Redemoinhando na porta
E chiru da guampa torta
Que vem direito à janela,
Gritando – de toda guela,
Num berreiro alucinante,
Índio que não se garante,
Vendo sangue – se apavora
E se manda – campo fora,
Levando tudo por diante!
Sou crente na divindade,
Morro quando Deus quiser,
Mas amigos – se eu disser,
Até periga a verdade,
Naquela barbaridade,
De chínaredo fugindo,
De grito e bala zunindo,
O gaiteiro – alheio a tudo,
Tocava um xote clinudo,
Já quase meio dormindo!
E a coisa ia indo assim,
Balanceei a situação,
- Já quase sem munição,
Todos atirando em mim.
Qual ia ser o meu fim,
Me dei conta – de repente,
Não vou ficar pra semente,
Mas gosto de andar no mundo,
Me esperavam na do fundo,
Saí na Porta da frente…
E dali ganhei o mato,
Abaixo de tiroteio
E inda escutava o floreio
Da cordeona do mulato
E, pra encurtar o relato,
Me bandeei pra o outro lado,
Cruzei o Uruguai, a nado,
Que o meu zaino era um capincho
E a história desse bochincho
Faz parte do meu passado!
E a china? – essa pergunta me é feita
A cada vez que declamo
É uma coisa que reclamo
Porque não acho direita
Considero uma desfeita
Que compreender não consigo,
Eu, no medonho perigo
Duma situação brasina
Todos perguntam da china
E ninguém se importa comigo!
E a china – eu nunca mais vi
No meu gauderiar andejo,
Somente em sonhos a vejo
Em bárbaro frenesi.
Talvez ande – por aí,
No rodeio das alçadas,
Ou – talvez – nas madrugadas,
Seja uma estrela chirua
Dessas – que se banha nua
No espelho das aguadas!
Para mais algumas informações, seguem alguns links que ajudam =D
http://www.paginadogaucho.com.br/poes/diapajador.htm#2
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jayme_Caetano_Braun
http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/2622990
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4744&cat=Cordel&vinda=S
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pajada
É isso aí pessoal, dúvidas ou informações extras por favor, usem os Comentários!!!
Até a próxima.
Se você não sabe o que é pajador, aqui trazemos uma breve explicação:
Pajadores são aqueles que recitam versos de improviso. As pajadas, ou payadas, surgiram na Argentina. O primeiro pajador que se encontra na história foi o argentino Gabino Ezeiza, e aqui no Rio Grande do Sul foi Jaime Caetano Braun. Comemora-se o dia do pajador aqui no Rio Grande do Sul nesse dia em homenagem à ele, que nascera em 30 de Janeiro de 1924, no Distrito de São Luiz Gonzaga ( hoje Bossoroca).
Estrutura das Pajadas:
As pajadas normalmente são escritas em estrofes de dez versos, que seguem uma rima na estrutura ABBAACCDDC. São acompanhadas de violão, que normalmente executa uma milonga.
Uma das mais conhecidas ( ou a mais) pajadas do Rio Grande do Sul é "Bochincho", de Jaime Caetano Braun:
A letra está embaixo do vídeo, execute ele e vá lendo a letra para perceber a estrutura da pajada.
A um bochincho – certa feita,
Fui chegando – de curioso,
Que o vicio – é que nem sarnoso,
nunca pára – nem se ajeita.
Baile de gente direita
Vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quireral.
Atei meu zaino – longito,
Num galho de guamirim,
Desde guri fui assim,
Não brinco nem facilito.
Em bruxas não acredito
‘Pero – que las, las hay’,
Sou da costa do Uruguai,
Meu velho pago querido
E por andar desprevenido
Há tanto guri sem pai.
No rancho de santa-fé,
De pau-a-pique barreado,
Num trancão de convidado
Me entreverei no banzé.
Chinaredo à bola-pé,
No ambiente fumacento,
Um candieiro, bem no centro,
Num lusco-fusco de aurora,
Pra quem chegava de fora
Pouco enxergava ali dentro!
Dei de mão numa tiangaça
Que me cruzou no costado
E já sai entreverado
Entre a poeira e a fumaça,
Oigalé china lindaça,
Morena de toda a crina,
Dessas da venta brasina,
Com cheiro de lechiguana
Que quando ergue uma pestana
Até a noite se ilumina.
Misto de diaba e de santa,
Com ares de quem é dona
E um gosto de temporona
Que traz água na garganta.
Eu me grudei na percanta
O mesmo que um carrapato
E o gaiteiro era um mulato
Que até dormindo tocava
E a gaita choramingava
Como namoro de gato!
A gaita velha gemia,
Ás vezes quase parava,
De repente se acordava
E num vanerão se perdia
E eu – contra a pele macia
Daquele corpo moreno,
Sentia o mundo pequeno,
Bombeando cheio de enlevo
Dois olhos – flores de trevo
Com respingos de sereno!
Mas o que é bom se termina
- Cumpriu-se o velho ditado,
Eu que dançava, embalado,
Nos braços doces da china
Escutei – de relancina,
Uma espécie de relincho,
Era o dono do bochincho,
Meio oitavado num canto,
Que me olhava – com espanto,
Mais sério do que um capincho!
E foi ele que se veio,
Pois era dele a pinguancha,
Bufando e abrindo cancha
Como dono de rodeio.
Quis me partir pelo meio
Num talonaço de adaga
Que – se me pega – me estraga,
Chegou levantar um cisco,
Mas não é a toa – chomisco!
Que sou de São Luiz Gonzaga!
Meio na volta do braço
Consegui tirar o talho
E quase que me atrapalho
Porque havia pouco espaço,
Mas senti o calor do aço
E o calor do aço arde,
Me levantei – sem alarde,
Por causa do desaforo
E soltei meu marca touro
Num medonho buenas-tarde!
Tenho visto coisa feia,
Tenho visto judiaria,
Mas ainda hoje me arrepia
Lembrar aquela peleia,
Talvez quem ouça – não creia,
Mas vi brotar no pescoço,
Do índio do berro grosso
Como uma cinta vermelha
E desde o beiço até a orelha
Ficou relampeando o osso!
O índio era um índio touro,
Mas até touro se ajoelha,
Cortado do beiço a orelha
Amontoou-se como um couro
E aquilo foi um estouro,
Daqueles que dava medo,
Espantou-se o chinaredo
E amigos – foi uma zoada,
Parecia até uma eguada
Disparando num varzedo!
Não há quem pinte o retrato
Dum bochincho – quando estoura,
Tinidos de adaga – espora
E gritos de desacato.
Berros de quarenta e quatro
De cada canto da sala
E a velha gaita baguala
Num vanerão pacholento,
Fazendo acompanhamento
Do turumbamba de bala!
É china que se escabela,
Redemoinhando na porta
E chiru da guampa torta
Que vem direito à janela,
Gritando – de toda guela,
Num berreiro alucinante,
Índio que não se garante,
Vendo sangue – se apavora
E se manda – campo fora,
Levando tudo por diante!
Sou crente na divindade,
Morro quando Deus quiser,
Mas amigos – se eu disser,
Até periga a verdade,
Naquela barbaridade,
De chínaredo fugindo,
De grito e bala zunindo,
O gaiteiro – alheio a tudo,
Tocava um xote clinudo,
Já quase meio dormindo!
E a coisa ia indo assim,
Balanceei a situação,
- Já quase sem munição,
Todos atirando em mim.
Qual ia ser o meu fim,
Me dei conta – de repente,
Não vou ficar pra semente,
Mas gosto de andar no mundo,
Me esperavam na do fundo,
Saí na Porta da frente…
E dali ganhei o mato,
Abaixo de tiroteio
E inda escutava o floreio
Da cordeona do mulato
E, pra encurtar o relato,
Me bandeei pra o outro lado,
Cruzei o Uruguai, a nado,
Que o meu zaino era um capincho
E a história desse bochincho
Faz parte do meu passado!
E a china? – essa pergunta me é feita
A cada vez que declamo
É uma coisa que reclamo
Porque não acho direita
Considero uma desfeita
Que compreender não consigo,
Eu, no medonho perigo
Duma situação brasina
Todos perguntam da china
E ninguém se importa comigo!
E a china – eu nunca mais vi
No meu gauderiar andejo,
Somente em sonhos a vejo
Em bárbaro frenesi.
Talvez ande – por aí,
No rodeio das alçadas,
Ou – talvez – nas madrugadas,
Seja uma estrela chirua
Dessas – que se banha nua
No espelho das aguadas!
Para mais algumas informações, seguem alguns links que ajudam =D
http://www.paginadogaucho.com.br/poes/diapajador.htm#2
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jayme_Caetano_Braun
http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/2622990
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4744&cat=Cordel&vinda=S
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pajada
É isso aí pessoal, dúvidas ou informações extras por favor, usem os Comentários!!!
Até a próxima.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Músicas de sábado à noite (10)
Acho que não teve um dia sequer essa semana que não choveu aqui na Serra Gaúcha... E por isso resolvemos hoje mostrar como esse tema pode fazer belíssimas canções.
Crying in the Rain - A-Ha
The Rain Song - Led Zeppelin
Kiss The Rain - Yiruma
Primeiros Erros - Capital Inicial
Crying in the Rain - A-Ha
The Rain Song - Led Zeppelin
Kiss The Rain - Yiruma
Primeiros Erros - Capital Inicial
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A magia da guitarra flamenca - Vicente Amigo
Vicente Amigo é considerado atualmente um dos maiores nomes do Violão Flamenco. Nascido em 1967, cresceu e vive em Córdoba, onde iniciou seus estudos aos 8 anos. Teve como mestres Juan Munoz and Merengue de Cordoba.
A carreira de Vicente se inicia aos dez anos, quando tocava terceiro violão em um grupo de flamenco. Logo depois fez um dueto com o cantor El Pele, parceira longa...
Iniciou sua carreira solo em 88, quando ganhou seu primeiro prêmio: Venceu na seção guitarra o XXVIII Festival de las Minas en la Unión.
"Poeta" é um dos seus melhores álbuns. O álbum é uma composição musical baseada na obra do Poeta Rafael Alberti. Apesar de a composição ser lançada em 1992 com a Orquestra Sinfônica de Cuba, o álbum só foi gravado em 1997.
Além de todo o sucesso deste álbum, em 2000 Vicente Amigo lança seu terceiro álbum solo - Ciudad de Las Ideas - um álbum viajante, como costumamos dizer. Possui dois de seus maiores sucessos: A canção que entitula o CD e Três notas para Decir Te Quiero.
Vicente já fez diversas parcerias com diversos cantores, não só os flamencos. Com brasileiros fez uma com Milton Nascimento em 93. No seu último álbum - Paseo de Gracia - Ele faz com Nina Pastori e Alejandro Sanz.
Enfim, a música de Vicente Amigo é a melhor expressão de como o Flamenco tem ganhado o mundo...Da viagem que fazemos sem sair do lugar que fazemos ao ouvir...
É isso aí pessoal, em breve mais informações sobre o Flamenco.
Embaixo seguem alguns vídeos das músicas de Vicente Amigo. Até a próxima!
Vicente Amigo e El Pele.
Ciudad de Las Ideas
Vicente Amigo y Alejandro Sanz - Y Será Verdad
A carreira de Vicente se inicia aos dez anos, quando tocava terceiro violão em um grupo de flamenco. Logo depois fez um dueto com o cantor El Pele, parceira longa...
Iniciou sua carreira solo em 88, quando ganhou seu primeiro prêmio: Venceu na seção guitarra o XXVIII Festival de las Minas en la Unión.
"Poeta" é um dos seus melhores álbuns. O álbum é uma composição musical baseada na obra do Poeta Rafael Alberti. Apesar de a composição ser lançada em 1992 com a Orquestra Sinfônica de Cuba, o álbum só foi gravado em 1997.
Além de todo o sucesso deste álbum, em 2000 Vicente Amigo lança seu terceiro álbum solo - Ciudad de Las Ideas - um álbum viajante, como costumamos dizer. Possui dois de seus maiores sucessos: A canção que entitula o CD e Três notas para Decir Te Quiero.
Vicente já fez diversas parcerias com diversos cantores, não só os flamencos. Com brasileiros fez uma com Milton Nascimento em 93. No seu último álbum - Paseo de Gracia - Ele faz com Nina Pastori e Alejandro Sanz.
Enfim, a música de Vicente Amigo é a melhor expressão de como o Flamenco tem ganhado o mundo...Da viagem que fazemos sem sair do lugar que fazemos ao ouvir...
É isso aí pessoal, em breve mais informações sobre o Flamenco.
Embaixo seguem alguns vídeos das músicas de Vicente Amigo. Até a próxima!
Vicente Amigo e El Pele.
Ciudad de Las Ideas
Vicente Amigo y Alejandro Sanz - Y Será Verdad
domingo, 23 de janeiro de 2011
" Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos"
Com certeza você já ouviu esses versos cantados pela voz de Elis Regina.
"O Bêbado e a Equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, é uma das
mais belas e famosas músicas que falam sobre o conturbado período
da Ditadura Militar(1964 a 1985).
Nessa época, surgiram os famosos Festivais da Música Brasileira, responsáveis
pelo surgimento de diversos artistas, entre eles: Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Parte das músicas apresentadas traziam uma mensagem de oposição ao governo, mas de forma disfarçada, devido a censura, que não permitia nenhum tipo de crítica social ou política em veículos de comunicação (jornais, rádios, tvs, artes, etc.).
Leia a letra da música aqui. Depois, faremos citações conforme o andar das explicações.
Logo no início da música:
" Caía a tarde feito um viaduto "
Era no cair da tarde que as sessões de tortura do DOI-CODI
(Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) começavam...
Você deve estar se perguntando... " e o que tem a ver o viaduto?"
Calma... chegamos nessa parte agora!
Esse trecho refere-se à queda de uma parte do Viaduto Paulo Frontin
(que, claro, era uma obra do governo), no Rio de Janeiro, em 20 de novembro de 1971,
que deixou 48 mortos.
" E Um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos "
Carlitos, também conhecido como "O Vagabundo", é o clássico personagem de Charles Chaplin.
Era um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro, usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco (a famosa cartola), uma bengala de bambu... Ah, não esqueçamos do bigode-de-broxa!!
Já o bêbado e luto fazem uma contradição a alegria do personagem,
e a situação do país na época.
" A lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel "
Sabemos que a lua não tem brilho próprio, e é isso que o autor quer dizer.
Ouvimos duas versões sobre esse trecho.
Versão 1: a lua seria a Rede Globo. Foi justamente durante a ditadura que a emissora
se estruturou e ganhou a confiança dos telespectadores que tem hoje.
Versão 2: a lua representa os políticos que se colocaram ao lado do regime militar
em troca de benefícios pessoais.
" E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco! "
Mata-borrão é um papel que absorve a tinta em excesso das canetas-tinteiro, para evitar borrões.
Essa parte faz uma alusão à Igreja (a Católica, nesse caso), que demorou a tomar uma posição nesse cenário.
" Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil "
Mais uma alusão. Agora apenas a loucura alcoólica poderia fazer alguém ficar passivo na situação do regime.
" Meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete "
Henfil foi Henrique Filho, um cartunista jornalista e escritor. Seu irmão era Herbert José de Souza,
o Betinho. Foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos no país.
Com o golpe militar, em 1964, mobilizou-se contra a ditadura, sem nunca
esquecer as causas sociais, porém. Com o aumento da repressão, foi obrigado a
se exilar no Chile, em 1971. Foi anistiado em 79. Partir num rabo de foguete significa "às pressas",
assim era a forma com que os exilados saíam do país.
" Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil "
Maria era esposa de Manuel Fiel Filho, operário metalúrgico morto por tortura durante a ditadura militar. Ele foi preso em 16 de janeiro de 1976 por dois agentes do DOI-CODI/SP, que se diziam funcionários da Prefeitura, sob a acusação de pertencer ao Partido Comunista Brasileiro.
Em documento confidencial encontrado nos arquivos do antigo DOPS/SP
seu crime seria receber o jornal Voz Operária.
Já Clarice era esposa de Vladimir Herzog. Vladimir tornou-se famoso
pelas consequências que teve de assumir devido suas conexões com a luta comunista
contra a ditadura militar, autodenominada movimento de resistência contra o regime do Brasil,
e também pela sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro.
Embora a causa oficial do óbito, divulgada pelo governo ditatorial da época,
seja suicídio por enforcamento, há consenso na sociedade brasileira de que ela resultou de tortura.
As fotos exibidas mostram Vlado enforcado. Elas mostram que se enforcou com um cinto,
coisa que os prisioneiros do DOI-CODI não possuíam.
Além disso, suas pernas estão dobradas e no seu pescoço há duas marcas de
enforcamento, o que mostra que supostamente sua morte foi feita por estrangulamento.
Deste caso e de outros parecidos surge a frase irônica : "suicidados pela ditadura".
" Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar "
A música era usada exaustivamente pelos artistas que não se conformavam com a opressão. A sociedade vivia numa corda bamba, onde quem saísse dela, poderia ter os problemas enfrentados pelos personagens citados na música. Mas todos deveriam continuar na luta contra o fim do regime.
Abaixo seguem o clip da canção, com Elis Regina, e a gravação do show "Obrigado Gente!" de João Bosco. O interessante do segundo vídeo é ver o povo cantando, emocionado, a música.
Sabemos que a música possui uma interpretação diferente para cada pessoa,
por isso seu comentário ajudará e muito a enriquecer o texto... e Até a Próxima!
No início da canção, toca-se um trecho de Smile, de Charles Chaplin.
Com certeza você já ouviu esses versos cantados pela voz de Elis Regina.
"O Bêbado e a Equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, é uma das
mais belas e famosas músicas que falam sobre o conturbado período
da Ditadura Militar(1964 a 1985).
Nessa época, surgiram os famosos Festivais da Música Brasileira, responsáveis
pelo surgimento de diversos artistas, entre eles: Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Parte das músicas apresentadas traziam uma mensagem de oposição ao governo, mas de forma disfarçada, devido a censura, que não permitia nenhum tipo de crítica social ou política em veículos de comunicação (jornais, rádios, tvs, artes, etc.).
Leia a letra da música aqui. Depois, faremos citações conforme o andar das explicações.
Logo no início da música:
" Caía a tarde feito um viaduto "
Era no cair da tarde que as sessões de tortura do DOI-CODI
(Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) começavam...
Você deve estar se perguntando... " e o que tem a ver o viaduto?"
Calma... chegamos nessa parte agora!
Esse trecho refere-se à queda de uma parte do Viaduto Paulo Frontin
(que, claro, era uma obra do governo), no Rio de Janeiro, em 20 de novembro de 1971,
que deixou 48 mortos.
" E Um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos "
Carlitos, também conhecido como "O Vagabundo", é o clássico personagem de Charles Chaplin.
Era um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro, usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco (a famosa cartola), uma bengala de bambu... Ah, não esqueçamos do bigode-de-broxa!!
Já o bêbado e luto fazem uma contradição a alegria do personagem,
e a situação do país na época.
" A lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel "
Sabemos que a lua não tem brilho próprio, e é isso que o autor quer dizer.
Ouvimos duas versões sobre esse trecho.
Versão 1: a lua seria a Rede Globo. Foi justamente durante a ditadura que a emissora
se estruturou e ganhou a confiança dos telespectadores que tem hoje.
Versão 2: a lua representa os políticos que se colocaram ao lado do regime militar
em troca de benefícios pessoais.
" E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco! "
Mata-borrão é um papel que absorve a tinta em excesso das canetas-tinteiro, para evitar borrões.
Essa parte faz uma alusão à Igreja (a Católica, nesse caso), que demorou a tomar uma posição nesse cenário.
" Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil "
Mais uma alusão. Agora apenas a loucura alcoólica poderia fazer alguém ficar passivo na situação do regime.
" Meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete "
Henfil foi Henrique Filho, um cartunista jornalista e escritor. Seu irmão era Herbert José de Souza,
o Betinho. Foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos no país.
Com o golpe militar, em 1964, mobilizou-se contra a ditadura, sem nunca
esquecer as causas sociais, porém. Com o aumento da repressão, foi obrigado a
se exilar no Chile, em 1971. Foi anistiado em 79. Partir num rabo de foguete significa "às pressas",
assim era a forma com que os exilados saíam do país.
" Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil "
Maria era esposa de Manuel Fiel Filho, operário metalúrgico morto por tortura durante a ditadura militar. Ele foi preso em 16 de janeiro de 1976 por dois agentes do DOI-CODI/SP, que se diziam funcionários da Prefeitura, sob a acusação de pertencer ao Partido Comunista Brasileiro.
Em documento confidencial encontrado nos arquivos do antigo DOPS/SP
seu crime seria receber o jornal Voz Operária.
Já Clarice era esposa de Vladimir Herzog. Vladimir tornou-se famoso
pelas consequências que teve de assumir devido suas conexões com a luta comunista
contra a ditadura militar, autodenominada movimento de resistência contra o regime do Brasil,
e também pela sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro.
Embora a causa oficial do óbito, divulgada pelo governo ditatorial da época,
seja suicídio por enforcamento, há consenso na sociedade brasileira de que ela resultou de tortura.
As fotos exibidas mostram Vlado enforcado. Elas mostram que se enforcou com um cinto,
coisa que os prisioneiros do DOI-CODI não possuíam.
Além disso, suas pernas estão dobradas e no seu pescoço há duas marcas de
enforcamento, o que mostra que supostamente sua morte foi feita por estrangulamento.
Deste caso e de outros parecidos surge a frase irônica : "suicidados pela ditadura".
" Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar "
A música era usada exaustivamente pelos artistas que não se conformavam com a opressão. A sociedade vivia numa corda bamba, onde quem saísse dela, poderia ter os problemas enfrentados pelos personagens citados na música. Mas todos deveriam continuar na luta contra o fim do regime.
Abaixo seguem o clip da canção, com Elis Regina, e a gravação do show "Obrigado Gente!" de João Bosco. O interessante do segundo vídeo é ver o povo cantando, emocionado, a música.
Sabemos que a música possui uma interpretação diferente para cada pessoa,
por isso seu comentário ajudará e muito a enriquecer o texto... e Até a Próxima!
No início da canção, toca-se um trecho de Smile, de Charles Chaplin.
|
| "O vagabundo", personagem que ficou conhecido como Carlitos. |
![]() |
![]() |
| Manuel Fiel Filho, o metalúrgico assassindado por ler o jornal " Voz Operária". |
sábado, 22 de janeiro de 2011
Músicas de sábado à noite (9)
Sábado, a semana voou e não tivemos muito tempo pra escrever infelizmente... Mas pelo Menos deixamos uma seleção de boas notas e uma das marcantes frases de Zakk Wylde:
" A emoção de um músico é a coisa mais importante, é o que sobrepõe ao acorde. Se deixar isto de fora, a música não vai lhe tocar."
Ah, e não se esqueça de deixar seu comentário sobre os estilos de música aqui colocados, sua opinião é fundamental! A Direita há uma enquete, você pode escolher qual seu instrumento musical preferido, isso nos ajuda a trazer mais informações para você leitor.
Sunshine Of Your Love - Cream
Sold My Soul - Zakk Wylde e Pride And Glory
Um eterno Clássico, e só com músicos de peso!
While My Guitar Gently Weeps - Yellow Matter Custard
Te Devoro - Djavan
Até a Próxima!
" A emoção de um músico é a coisa mais importante, é o que sobrepõe ao acorde. Se deixar isto de fora, a música não vai lhe tocar."
Ah, e não se esqueça de deixar seu comentário sobre os estilos de música aqui colocados, sua opinião é fundamental! A Direita há uma enquete, você pode escolher qual seu instrumento musical preferido, isso nos ajuda a trazer mais informações para você leitor.
Sunshine Of Your Love - Cream
Sold My Soul - Zakk Wylde e Pride And Glory
Um eterno Clássico, e só com músicos de peso!
While My Guitar Gently Weeps - Yellow Matter Custard
Te Devoro - Djavan
Até a Próxima!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Ingressos Para as festividades nos pavilhões
Preços:
Sextas (21 e 28): R$ 3,00
Sábados e Domingos (22, 23, 29 e 30): R$ 4,00
Segunda(24), Terça(25), Quarta(26) e Quinta(27): Entrada Franca
Estacionamento: Quinta, Sextas, Sábados e Domingos: R$5,00.
Fonte: 25ª região Tradicionalista
Mais informações sobre o evento, os shows e atrações: CLIQUE AQUI.
Sextas (21 e 28): R$ 3,00
Sábados e Domingos (22, 23, 29 e 30): R$ 4,00
Segunda(24), Terça(25), Quarta(26) e Quinta(27): Entrada Franca
Estacionamento: Quinta, Sextas, Sábados e Domingos: R$5,00.
Fonte: 25ª região Tradicionalista
Mais informações sobre o evento, os shows e atrações: CLIQUE AQUI.
Assinar:
Postagens (Atom)






